O câncer não é uma doença única e sua incidência varia muito conforme a região e os hábitos de vida. No entanto, os tumores do trato digestivo figuram consistentemente entre os mais comuns no país.
Os números projetados para o biênio 2024-2025 exigem atenção, mas a boa notícia é que a medicina diagnóstica nunca esteve tão avançada a favor da vida.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) publica trienalmente suas estimativas, que servem de base para o planejamento da saúde no Brasil nos anos de 2023, 2024 e 2025. Ao analisarmos os dados focados no sistema digestivo, percebemos a urgência da conscientização.

O câncer colorretal (intestino) ocupa uma posição de destaque preocupante. É o segundo tipo mais frequente tanto em homens quanto em mulheres (excetuando-se o câncer de pele não melanoma).
Estima-se cerca de 46 mil novos casos por ano no Brasil durante este período (INCA, 2023).
Já o câncer de estômago, embora tenha apresentado queda na incidência em décadas passadas devido à melhor conservação de alimentos e tratamento do H. pylori, ainda figura entre os mais comuns, com uma estimativa de mais de 21 mil novos casos anuais. O câncer de esôfago também permanece relevante, com cerca de 11 mil novos casos previstos por ano.
Esses dados de 2024 e as projeções para 2025 nos mostram que não podemos baixar a guarda. A prevenção não é apenas uma recomendação, é uma estratégia de sobrevivência.
Diferente de muitas doenças que surgem subitamente, a maioria dos cânceres digestivos, especialmente o colorretal, segue uma história natural conhecida. Ele geralmente começa como uma lesão benigna (o pólipo) que, ao longo de anos, pode sofrer alterações celulares e se transformar em um tumor maligno.
É aqui que a endoscopia digestiva alta e a colonoscopia desempenham papeis importantes. Elas servem para interromper esse ciclo.
Colonoscopia preventiva: Ao identificar um pólipo durante o exame, nós o removemos no mesmo procedimento (polipectomia). Na prática, estamos removendo a possibilidade daquele tecido virar um câncer no futuro.
Em casos de câncer de estômago ou esôfago, identificar lesões em estágios iniciais aumenta drasticamente as chances de tratamento curativo e menos invasivo.
Para que a prevenção seja efetiva, o exame precisa ser realizado com rigor técnico e equipamentos de alta definição capazes de detectar lesões sutis.
Utilizamos também sistemas de imagem avançados e oferecemos diferenciais como o HealthGo Air (insuflação de CO2), que torna o pós-exame muito mais confortável, reduzindo cólicas e distensão abdominal.
Nosso compromisso ético e técnico visa garantir que cada paciente de Atibaia e região tenha acesso ao que há de melhor para cuidar de sua saúde digestiva, com a segurança e o acolhimento que este momento exige.
As diretrizes médicas atuais recomendam que a população geral inicie o rastreamento do câncer colorretal a partir dos 45 anos, mesmo sem sintomas. Se houver histórico familiar, esse início deve ser antecipado.
Para o estômago e esôfago, sintomas como dor persistente, dificuldade para engolir, perda de peso sem motivo ou anemia devem ser investigados imediatamente. Não espere a dor aparecer para buscar ajuda.
Transforme a informação em ação. Se você tem 45 anos ou mais, ou apresenta sintomas digestivos, agende sua avaliação. A prevenção é o caminho mais seguro.
