O mês de maio ganha uma cor especial para alertar sobre condições que, embora invisíveis aos olhos, impactam profundamente a vida de milhares de pacientes: o Maio Roxo.
Esta campanha global visa conscientizar a sociedade sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), representadas principalmente pela Doença de Crohn e pela Retocolite Ulcerativa.
Diferente de uma intolerância alimentar passageira, as DII são doenças crônicas de origem imunológica. Por razões que envolvem genética, fatores ambientais e a microbiota intestinal, o corpo passa a atacar o próprio trato digestivo, gerando inflamações persistentes.
As mais comuns são a Doença de Crohn: Pode afetar qualquer segmento, da boca ao ânus, inflamando todas as camadas da parede intestinal e a Retocolite Ulcerativa: Limita-se ao cólon (intestino grosso) e ao reto, atingindo a camada mais superficial (mucosa).

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves, como fístulas ou obstruções. De acordo com a Organização Mundial de Gastroenterologia (WGO), os sintomas mais comuns incluem:
- Diarreia persistente (por mais de quatro semanas);
- Sangramento retal ou presença de muco nas fezes;
- Dor e cólicas abdominais recorrentes;
- Fadiga intensa e perda de peso não intencional.
Nós acreditamos que a precisão técnica é o primeiro passo para o acolhimento e a colonoscopia com biópsias é um exame fundamental no diagnóstico e acompanhamento das doenças inflamatórias intestinais.
Uma pergunta frequente é: existe qualidade de vida com DII?
Sim. Embora não tenham cura definitiva, o avanço da medicina, especialmente com o uso de terapias biológicas, permite que a maioria dos pacientes atinja a remissão clínica.
O objetivo é que o paciente retome sua rotina social e profissional com o mínimo de limitações. Se você ou alguém próximo apresenta sintomas intestinais persistentes, não adie a investigação.
De qualquer maneira, é fundamental o acompanhamento médico.
